Archive for the ‘Random’ Category

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Walking on sunshine

1 March 2009

Paro para pensar, e olho à minha volta. Vejo no vazio do meu pensamento uma aurora, um despertar cheio de energia e luz, como se fosse um lento e preguiçoso despertar.

Está um belo dia de sol e sinto-me viva, sinto-me aberta para a paixão pela vida e por tudo adjacente a ela. Habituei-me a esta felicidade inconsequente, incompleta e incompreensível. A felicidade não é para ser compreendida, é para ser saboreada, para ser dançada ao ritmo do momento inesperado e fugaz. Uma dança em câmara lenta que enfeitiça, que toma o nosso corpo, entorpece a nossa mente, que fecha os olhos e abre a visão. Sedutora. Viciante.

Deixo-me seduzir, deixo-me ser guiada, caminho em direcção ao que me chama, absorvida pela realidade da minha ilusão.
I’m walking on sunshine.

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Estação

2 September 2008

E assim, chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida

A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar

(Encontros e Despedidas, Milton Nascimento)

Já dizia o mestre Nascimento. A gente entra e sai da vida das pessoas, as pessoas entram e saem da vida da gente.

Me disseram há muitos anos atrás que a dor da despedida diminui com o tempo, que a gente se acostuma. Já me acostumei a dizer adeus, mas ainda não me acostumei à despedida.

Realmente, o ‘para sempre é sempre por um triz’. Mas quanto tempo afinal dura um tchau? Onde começa o fim?

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Quero

4 April 2008

Eu quero o mundo como casa
Mas antes quero conhecer bem minha própria casa.
Eu quero voar alto
Com os pés assentes no chão.

Eu quero uma manhã com Sol,
Quero o Sol como despertador.
Eu quero telefonemas para falar de como foi o dia
E quero telefonemas que me deixem muda.

Quero ouvir a mesma música mais que uma vez,
Ver o mesmo filme mais que uma vez,
Ler o mesmo livro mais que uma vez,
E continuar parecendo sempre a primeira.

Eu quero me perder no mato
Para encontrar minha própria trilha.
Quero uma trilha com poça de água, com lama
Mas onde nasçam flores, muitas flores.

Eu quero lembrar o que às vezes esqueço
E quero esquecer o que às vezes lembro.
Quero chorar de tanto rir
E quero rir em vez de chorar.

Eu quero tudo para não querer mais nada.
Mas o tudo nunca é tudo e o mais nada não existe.
Então eu quero saber querer o que quero
Quero saber não querer também
E quero aprender que o querer não é eterno, não é suficiente.

E isso é tudo.

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Zodiacal Personality

24 February 2008

The horoscope is funny. All this astrology stuff is funny.

We can’t deny it: anyone who ever reads the newspaper or any sort of magazine always takes a look at the horoscope page. I must confess, I do. After all, why not knowing what will happen to me and the other 1.540.673 Aries in the world this week?

“Oh, will I ever get that promotion? Will I finally find the love of my life?” Come on! Don’t spend so much time with these questions, don’t you get worried! Just see which star sign matches with your date and hour of birth and discover what the stars save for your fate in this day, week, month or even year.

And guess what, you also have an extra bonus – a personality kit! If you’re Virgo, than you’re organized, but also shy. If you’re Taurus, than you are very strong and passionate, although you can be very stubborn. Of course, there are some kits better than others. But unfortunately there’s nothing we can do about it, just cross our fingers and hope to be born in that particular month.

So, as you can see, this automatically improves plenty things in one’s life: when meeting someone, you can instantly know if you will work out together – you just have to ask his or her star sign. More, you won’t need to pass that eternal dilemma in teenage, trying to find who you really are or what you really want – the stars will do this job for you.

Isn’t it easy? After all, life isn’t that difficult and unpredictable. Just spend a few small changes in a nearby news-stand and relax.

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“Seize the day boys, make your lives extraordinary.”

20 January 2008
Dead-Poets-Society.jpg
” They’re not that different from you, are they? Same haircuts. Full of hormones, just like you. Invincible, just like you feel. The world is their oyster. They believe they’re destined for great things, just like many of you, their eyes are full of hope, just like you.
Did they wait until it was too late to make from their lives even one iota of what they were capable? Because, you see gentlemen, these boys are now fertilizing daffodils. But if you listen real close, you can hear them whisper their legacy to you.Go on, lean in. Listen, you hear it? – – (whisper) Carpe – – hear it? – – (whisper) Carpe, carpe diem, seize the day boys, make your lives extraordinary. “

Hoje decidi começar com esta cotação do filme Dead Poets Society, com Robin Williams. Ontem ao escrever um texto para um amigo é que pus-me a pensar nisto de aproveitar o dia. Às vezes a correria do dia-a-dia faz-nos esquecer isto. Talvez seja este o mal de muitos, e não me excluo.

Os nossos planos, esforços e conquistas tornam, sim, a nossa vida extraordinária e ficam sem dúvida marcados na memória. Mas não são só os grandes feitos que são extraordinários, muito pelo contrário. Não é o lembrar da nossa excelente nota a matemática ou da nossa vitória numa competição que nos põe aquele sorriso tímido no rosto, e sim a lembrança daquele almoço, daquela tarde, daquela noite. Ou até daquele tralho nosso ou de outro amigo qualquer (sejamos sinceros!). É nestas alturas que paramos e pensamos “Sim, eu aproveitei, eu vivi”.
O mundo é tão grande, de horizontes tão largos, com tantas oportunidades, que por vezes deixamo-nos levar e tentamos agarrar tudo de uma vez. Surpresa! – acabamos por não agarrar nada. E então o que é que fica? As oportunidades existem, e existem para ser agarradas, sim. Mas uma de cada vez, cada uma a seu tempo, sem medo de se arrepender, sem medo de se magoar, por mais que seja difícil.

Então sai pela porta da frente, desfruta, suja-te, cai e levanta-te logo depois, mais do que uma vez até, quantas vezes forem precisas. Ri, chora e reflecte também, não deixa nunca de ser preciso. É a nossa vida, somos nós quem a escrevemos.

Para terminar, uma tira da banda desenhada Calvin & Hobbes, de Bill Watterson, que encontrei e achei apropriada. (:

Calvin & Hobbes
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2008

3 January 2008

Mais um ano passou, mais um ano chegou. Muito sinceramente, não vejo nenhuma diferença entre o último dia de 2007 e o primeiro de 2008: é apenas mais um dia. A grande diferença é, talvez, a energia renovada. Há a tendência de se ver um novo ano como um novo começo, com as famosas ‘New Year’s resolutions’. Por um lado, é um tanto ilógico. Quero dizer, porque esperar um novo ano para uma mudança só porque o calendário dita que é o começo de um novo tempo? Revolução e mudança não precisam de hora e dia marcados. De qualquer maneira, isso não deixa de ser um incentivo àqueles que procuram algo de novo, por algum lado há que começar. E soa bonito ser no primeiro dia do ano. Pessoalmente, para as minhas resoluções de ano novo tenho como tópico único e principal a continuação de tudo o que tenho vindo a programar, sem desanimar nem deixar nada por fazer. E talvez não faltar tanto às aulas de natação, ok.

Quanto à festa de passagem de ano, não foi nada de especial. Estive no rancho com a família e acabamos por ir para o rancho vizinho depois da meia-noite fazer uma pequena festa improvisada. Foi bom! Aqui no Brasil há o costume de se vestir de branco no reveillon. Aqui associam-se as cores a diferentes desejos: verde, esperança; azul, tranquilidade; cor-de-rosa, amor; vermelho, paixão, etc etc. O branco, no caso, corresponde a paz. É claro que a maioria se veste de branco mais por questão de costume do que propriamente pelo desejo de paz. Se bem que, mesmo parecendo banal desejar paz, no fundo não o é. Afinal, quem se encontra em perfeita paz consigo mesmo? O dia seguinte à festa de ano novo foi passado numa incurável preguiça. Normal, há que recuperar-se da festa. (:

Ontem fui com uns familiares de Brasília ao ‘Paraíso Perdido’, um sítio próximo do rancho onde estávamos que tem várias cascatas. A experiência foi indescritível… Haviam sítios que lembravam paisagens de revistas de agências de viagens, o que parece impossível de existir. Mas para chegarmos a várias cascatas tinhamos de passar por sítios que à primeira vista dão bastante medo: dificeis de ‘escalar’, com pedras escorregadias. Uma boa dose de coragem foi indispensável nessas alturas. Mas depois a vista e a sensação de ‘we did it!’ eram bastante recompensantes. Bastante. Tirei algumas fotos, não de tudo no entanto – houve uma altura que deixei a minha máquina fotográfica com alguns do grupo que decidiram não arriscar, porque era um bocado arriscado levá-la comigo, e por isso não pude tirar fotos de algumas cascatas. De qualquer maneira, tenho algumas, o que já não é mau. Quando passá-las para o computador, ponho aqui algumas no próximo post.

De resto, nada de mais por agora. Depois de amanhã já vou voltar para a terrinha, retomar a rotina, rever os amigos e os pais, que as saudades já apertam e o dever me chama. Se bem que estas férias vão deixar saudades. E quantas…

Um bom ano para todos! (:

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Santa has came to town!

30 December 2007

And one more Christmas passed. This year it was quite different, though. This year, there was ‘Christmas-coconut-trees’ and no fireplace. It was very strange to me to pass Christmas Eve with such fresh clothes and surrounded by air conditioners. The so called ‘Christmas spirit’ wasn’t even the same – not less, but different.

I spent it at my grandparents’, in a little town in the state of São Paulo, called Monte Aprazível. As always, my grandmother was very perfeccionist with the decoration – the living room was adorable, with a little Christmas tree with plenty of presents around it (although I think some of them were fake, just as a decoration piece) and lots, lots of candles. I had never seen so many candles together. It may sound beautiful, it surely was, but it was horrible to light all them, the air conditioner didn’t make our job easier. So we preferred to keep the air conditioner and quit the candles – fair enough.

The celebration itself was very simple, like every year. However, my grandmother insisted on a little more of praying. But we still managed to make it lighter, with some laughs during it. The best, however, was spending time with the family, talking and joking. Although it wasn’t my home, I felt like I was at home.

Anyway, the Christmas doesn’t feel more like some years ago. It’s completely different when there is children too, waiting anxiously for midnight and then play with the presents the entire following day. I remember how mad I got when people gave me clothes or so – they weren’t made to be played, so why on hell should they give clothes? But that’s normal, I guess Christmas has different meanings throughout life. Neverthless, I’m sure that it doesn’t matter the age, Santa will always be welcome. (: