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“Vós, jovens, sois o futuro”

8 December 2007

O porquê do título? Tema da composição no último teste de português. Obviamente, foi uma pequena adaptação do Vos estis sal terrae do Sermão de S. António aos Peixes, para desenvolvermos um texto a partir de um conceito predicável, etc etc – as tais coisas sem futura aplicação (ou então não). 

‘Há muito para falar sobre isso, meninos. Vá lá!’ Realmente, até há. Tendo em conta a extensão do chamado ‘futuro’, também o será o que está nele incluido. Engraçado é a passagem de um tema inicialmente banal e normal para algo que nos faz reflectir um bocado. Irónico é como me soa a maldição uma frase que supostamente deveria servir de incentivo. E revoltante é a sensação de que, conforme o tempo passa, as coisas se vão acumulando, tornando piores para os que ai vêm: o ambiente cada vez mais destruído, a fome e a pobreza cada vez maiores, a ameaça de guerra cada vez mais perigosa, o mercado de trabalho cada vez mais competitivo…

E era neste tema que queria chegar. Não que os outros não sejam importantes, mas nesta fase é este o que nos mais é jogado à cara, é este o que nos está mais próximo actualmente. Tamanha é a pressão em conseguir boas notas na escola, em entrar numa boa universidade e num bom curso que por vezes chega a ser desesperante. Sim, temos de aceitar a situação e lidar com ela da melhor maneira possível, não há nada a fazer quanto a isso. Mas ninguém é de ferro, e isso sempre acaba por afectar. Falo por mim, que chego estafada ao fim da semana e passo todo a semana à espera do fim dela. Desanimante. A vontade é de às vezes deixar tudo de lado, deixar que o futuro chegue, passe e se vá, e tiremos proveito dele sem pagar o preço necessário para isso. Ao estilo dos parasitas. Mas a realidade exige mais a conhecida lei do mais forte, já que a diferença a uma selva não é assim tão grande. E as regras da Mãe-Natureza são incontestáveis.

O saber lidar com isso, aprende-se com o tempo. Cada um encontra, à sua maneira, uma forma ou algo que impulsiona. Porque, por regra, ninguém o faz sozinho. E quem o faz sozinho, duvido que sobreviva tão bem à tal lei do mais forte.

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